Fabrício Pretti: a primeira lembrança que tenho de desenhar vem de muitos anos, ainda moleque, lá em Arujá. Lembro de copiar os quadrinhos da Disney e da Marvel que meu pai assinava. Eu cresci lendo esses gibis e adorava super-heróis, mas foi só lá pelos 15 anos que decidi realmente ser desenhista. Comecei a estudar desenho por conta própria enquanto sonhava em um dia poder trabalhar nas revistas do Homem-Aranha. Eu dizia aos meus pais que um dia eles ainda veriam um gibi meus nas bancas. Por conta desse sonho, fui estudar desenho industrial na faculdade e, no meio do caminho, conheci a Fábrica de Quadrinhos, que veio a se tornar a Quanta. Foi durante a faculdade também que descobri o desenho animado e, assim que me formei, fui trabalhar como assistente de animação num estúdio de São Paulo. A partir daí a ideia de fazer quadrinhos ficou meio de lado. Ao longo dos anos, tive o prazer de trabalhar para diversas produtoras de animação fazendo inúmeros comerciais, seriados, curtas e longas-metragens. Decidi então apostar em meus próprios projetos e dessa decisão surgiu <em>O Garoto Vivo</em>, que em 2010 foi um dos vencedores do primeiro concurso de criação de personagens da Editora Abril. Com isso, aquele sonho de um dia ter meu próprio gibi nas bancas foi realizado e durante alguns meses <em>O Garoto Vivo</em> tomou conta da minha vida. Mas ele acabou adormecendo enquanto eu me dedicava a outros trabalhos. Agora ele está de volta, mais vivo do que nunca e me trazendo de volta aos quadrinhos.

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